PSIT Prof. Cortella

O Prof. Cortella:

Mario Sergio Cortella, nasceu em 5 de março de 1954, em Londrina, no interior do Paraná. Quando tinha 13 anos, mudou-se com os pais, irmão e irmã para São Paulo, onde está até hoje, faz mais de meio século. Nesta cidade casou-se, tem dois filhos e uma filha, e estes se desdobraram (por enquanto) em dois netos e duas netas.

Formou-se em Filosofia, fez Mestrado e Doutorado em Educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na qual começou a dar aulas em 1977 com docência e pesquisa na Pós-Graduação em Educação (Currículo) e no Departamento de Teologia e Ciências da Religião; nela se aposentou como professor-titular 35 anos depois. Professor convidado da Fundação Dom Cabral (desde 1997) e do GVpec da FGV-SP (entre 1997 e 2009), foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991-1992).

É comentarista e colunista em programas de rádio e televisão, além de ter presença constante nas mídias digitais e redes sociais (com mais de 10 milhões de seguidores); é também autor, até 2020, de 46 livros publicados no Brasil e exterior.

É autor de vários livros entre eles: Felicidade: Modos de usar, debates com Luiz Felipe Pondé e Leandro Karnal, 2019, Nós e a Escola: Agonias e Alegrias – 2018, A Sorte Segue a Coragem! Oportunidades, competências e tempos de vida – 2018, Por que Fazemos o que Fazemos? - Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização – 2016, Felicidades Foi-se Embora? com Leonardo Boff e Frei Betto – 2016 entre dezenas de outros.

O PSIT Prof. Cortella

É uma plataforma digital de mapeamento de percepções composta por APP+Web criada para oferecer aos colaboradores visões de como estes são percebidos pelos demais colaboradores (pares, superiores, subordinados etc.) no ambiente organizacional.

Na prática, o PSIT Prof. Cortella registra, via APP, de forma anônima as percepções dos colaboradores sobre os fatores definidos e, após análises, retorna a este com uma referência sobre quais aspectos ocorre a percepção com maior e menor intensidade.

Além deste aspecto informativo, o PSIT Prof. Cortella seleciona, à medida, textos do Prof. Cortella, com viés reflexivo, positivo e de futuro (feedfoward) impulsionando o a evoluir mirando patamares mais elevados de performance e, acima de tudo, felicidade.

De forma coletiva, reunindo cinco ou mais colaboradores, a plataforma também estabelece evidências sobre como equipes são percebidas e em quais aspectos ocorre a percepção com maior e menor intensidade oferecendo ao gestor também feedfowards do Prof. Cortella.

Base conceitual e estrutural do PSIT Prof. Cortella

O Foco no Positivo:

A metodologia do PSIT Prof. Cortella não se prende ao passado nem à intensidade de aspectos negativos. Os registros das percepções se limitam ao campo positivo, partindo entre os níveis ausentes até intensos. Na prática quando num determinado fator a percepção for ausente, o registro positivo simplesmente não ocorre e quando a percepção for intensa, o registro ocorre em no seu nível mais elevado. Existem 5 graduações entre os níveis ausente e intenso que são facilmente graduadas manualmente no APP.

A confidencialidade:

O PSIT Prof. Cortella é, por definição, totalmente confidencial e personalíssimo, ou seja, os resultados individuais não podem ser visualizados pelo gestor e tão pouco se pode rastrear quem os emitiu.

Os conceitos do PSIT Prof. Cortella:

Todos os fatores possuem seus respectivos conceitos que apoiam o entendimento do colaborador e são acessíveis pelo APP:

Na Dimensão Atitude:


1 Foco:
Identificação de prioridades, disciplina, assertividade e atitude empreendedora.

2 Convivência:
Senso de coletividade, a permeabilidade pedagógica e o comportamento em conflitos.

3 Reconhecimento:
Sentido de realização, a atribuição justa de valor ao trabalho alheio e a noção de autoria na obra coletiva.

4 Flexibilidade:
Tomada de iniciativas, a busca de soluções e o protagonismo.

5 Proatividade:
Tomada de iniciativas, a busca de soluções e o protagonismo.

Na Dimensão Conexão:


6 Cooperação:
Trabalho em conjunto, o convívio com as diferenças e a complementação de competências.

7 Estímulo e motivação:
Capacidade de elevar a equipe, o potencial de desenvolvimento e a busca da excelência.

8 Empatia:
Capacidade de se colocar no lugar do outro, a disponibilidade para escuta e a postura de acolhimento.

9 Comunicação:
Clareza e objetividade das mensagens, a assertividade e a gestão do conhecimento.

10 Perfil Agregador:
Postura de zeladoria, o senso de pertencimento e a busca de sinergia.

Na Dimensão Efetividade:


11 Clareza de objetivos:
Compreensão de propósito, o entendimento de contexto e visão de futuro.

12 Engajamento:
Relação com o trabalho, o nível de mobilização, o entendimento de contexto e o comprometimento.

13 Antecipação de riscos:
Postura preventiva, a leitura de cenário e a capacidade de pensar alternativas.

14 Busca de Solução:
Valorização da solução em vez do problema, a criatividade e a persistência.

15 Comprometimento com o resultado:
Clareza de propósito, o perfil colaborativo e a melhoria contínua.

Os feedfowards:

Como dito, os feedfowards são reflexões de aspecto positivo e voltadas ao futuro. Se diferenciam do feedback por não serem excessivamente apoiados em fatos que já ocorreram (e que não podem ser mudados) e muito mais numa reflexão positiva acerca do futuro (que pode ser modificado). Alguns exemplos e frases dos Feedfoward são:


Feedforward ao Colaborador, na Dimensão: Atitude, Fator: Foco 

“Manter o foco é a capacidade de identificar aquilo que realmente importa e concentrar-se no que precisa ser feito. Vale sempre lembrar que foco não é viseira. Ter foco não significa perder a visão periférica – até para poder desviar de eventuais obstáculos – tampouco ignorar as nuances do contexto, mas, sim, ter clareza daquilo que é fundamental ser executado. Manter o foco exige uma pré-ocupação. Isto é, uma ocupação prévia, condição que te fará preparar melhor as suas competências para lidar com o desafio, bem como perceber os sinais que estão à sua volta. Ter foco não significa fixar a atenção em um único ponto, mas ter a compreensão do todo e balizar as suas ações individuais em consonância com o propósito coletivo”.


Feedforward ao Gestor, na Dimensão: Atitude, Fator: Flexibilidade 

Em algumas situações na gestão é necessário mudar de rota. Isso é salutar quando feito de modo refletido. Dependendo do contexto, recuar um passo pode ser preparatório para avançar com mais segurança na sequência. O escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) nos lembra que “nem todo recuo é uma fuga”. Feito com inteligência, pode ser um passo estratégico para um próximo movimento. É necessário ser flexível, mudar quando a situação exige, em vez de insistir numa rota que sinaliza não ser a mais adequada, ainda que o tenha sido num outro momento. Costumo alertar que flexibilidade não é volubilidade. Uma pessoa flexível é aquela capaz de alterar o que pensa e o que faz, quando compreende que há razões consistentes para isso. Uma pessoa volúvel é aquela que facilmente abre mão das convicções. A volubilidade é arriscada porque decorre de pouca reflexão. Já a flexibilidade é uma virtude para revitalizar práticas e ideias.


Feedforward ao Colaborador, na Dimensão: Conexão, Fator: Empatia

Na origem, a palavra “empatia” contém a acepção de “pathos”, cujo sentido é “aquilo que me afeta”. Por isso, “antipatia” é o que nos afeta em separado. “Simpatia” é “o que nos afeta juntos”, portanto, nos aproxima. A empatia me coloca dentro da outra pessoa, não para substituí-la, mas para tentar ver a partir do lugar em que ela está vendo.O teólogo Leonardo Boff diz que “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. Na relação empática, é quando eu procuro entender as coisas a partir daquilo que a outra pessoa tem como percepção. De uma maneira um pouco mais aberta, exercer a empatia costuma fortalecer as relações. A amizade é marcada pela relação empática, em que se sofre com o outro e se alegra com o outro. No mundo do trabalho, não há obrigatoriedade de haver amizade, o fundamental é que haja respeito. E a empatia é um forte alicerce para que se desenvolva uma relação respeitosa. A empatia consegue dar às pessoas a conexão necessária para que tenham uma relação de trabalho mais proveitosa, com reflexos positivos para a coletividade.


Feedforward ao Gestor, na Dimensão: Conexão, Fator: Empatia

Empatia é um quesito primordial da gestão, pois denota conexão com as pessoas.  Como costumo ressaltar, o poder é para servir e não para se servir. Um poder que se serve, em vez de servir, não serve. Isso vale para a empresa e para outras esferas da vida social. Quem conduz os rumos de uma organização precisa ter a consciência de que está a serviço de uma obra coletiva. O liderado percebe isso. Essa atitude, além de ser uma deferência ao esforço do outro, é uma maneira de fortalecer o senso de pertencimento dentro daquela coletividade. O líder é aquele ou aquela capaz de levar adiante pessoas, projetos e ideias, metas. Quem consegue isso é porque transformou a sua força intrínseca numa força atual, isto é, real, operante, efetiva.

Alguns exemplos de frases extraídas dos Feedfowards:

“Manter o foco é a capacidade de identificar aquilo que realmente importa e concentrar-se no que precisa ser feito”.

“Manter o foco exige uma pré-ocupação. Isto é, uma ocupação prévia, condição que te fará preparar melhor as suas competências para lidar com o desafio, bem como perceber os sinais que estão à sua volta”.

“Eu costumo lembrar que existe uma diferença entre ser veloz e ser apressado. Velocidade é prova de perícia. Pressa é sinal de afobação”.

“A grande escritora Clarice Lispector (1920-1977) tem uma reflexão valiosa, que passa a seguinte ideia: “Aquilo que desconheço é a minha melhor parte”. Isso significa que o melhor de mim é aquilo que eu ainda não sei”.

“Eu costumo dizer que só é um bom ensinante quem for um bom aprendente, e só é um bom aprendente quem for um bom ensinante”.

“Mas eu sempre faço uma distinção: conflito não é confronto. Conflito é a manifestação de uma divergência. Confronto é a tentativa de anular ou de diminuir a outra pessoa. Quando substituímos o conflito pelo confronto, aí, sim, nós perdemos a paz”.

“A comunidade se caracteriza por pessoas juntas, com objetivos compartilhados, mecanismos de autoproteção e de preservação recíproca. Um agrupamento são pessoas com objetivos apenas coincidentes, sem mecanismos de autoproteção e de preservação recíproca”.

“O reconhecimento está diretamente ligado ao ânimo das pessoas. Animar é ser capaz de encher de vida, de “anima”, isto é, encher as pessoas de alma”.